Recursos educativos digitais abertos (REDA) são materiais de aprendizagem disponíveis online e podem ser utilizados gratuitamente por qualquer pessoa. São recursos abertos porque geralmente são disponibilizados sob uma licença que permite a reutilização, redistribuição e reciclagem dos materiais. Alguns recursos educativos digitais abertos incluem:
Vídeos educativos
Apresentações de slides
Livros electrónicos
Jogos educativos
Exercícios interativos
Simulações
Os recursos educativos digitais abertos são uma ótima opção para quem quer aprender sobre um assunto específico de forma independente e ao seu próprio ritmo. São úteis para complementar o material didático utilizado nas aulas.
Repositório Aberto da Universidade de Coimbra: um site que oferece acesso a repositórios científicos, incluindo dissertações, teses, artigos científicos e outros documentos produzidos pelas Universidades.
Ciência Viva: um site que oferece acesso a muitos recursos educativos sobre ciência e tecnologia, incluindo experiências, jogos, atividades e vídeos educativos.
A utilização de tecnologia digital na educação requer estratégias pedagógicas diferenciadas e metodologias ativas transformadoras da sala de aula.
As metodologias ativas têm a vantagem de estimular a participação, colocando o aluno no centro do processo educativo. O aluno assume maior protagonismo e um papel mais ativo na construção das suas aprendizagens.
Neste sentido, o aluno deixa de ser apenas um receptor de informações e passa a ter a responsabilidade de desenvolver os próprios meios para adquirir conhecimento de forma individual ou em trabalho de grupo. Esta abordagem fomenta o trabalho colaborativo, permite desenvolver a autonomia e melhorar a qualidade das aprendizagens.
O relatório anual da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) sobre a tecnologia na educação alertou para o risco da exposição prolongada aos ecrãs e ainda para o risco de casos de bullying digital.
Os especialistas apontam para o perigo que constitui a utilização abusiva do telemóvel, sobretudo nos recreios escolares. É nestes momentos de lazer que começam a ser desenhados muitos dos casos de cyberbullying nas escolas.
Muitos defendem a proibição total do uso de telemóvel nas escolas, apontando as principais razões da proibição: cyberbullying, visualização de conteúdos impróprios, dependência de ecrãs nos recreios (em jogos e redes sociais), diminuição da actividade física, falta de interacção com os pares, uso abusivo do telemóvel na sala de aula, entre outros.
Por outro lado, há quem considere que a tecnologia móvel pode ser utilizada com vantagem no processo educativo. Quando o professor consegue transformar o telemóvel num aliado, este transforma-se num auxiliar educativo de extrema utilidade.
Se quisermos abordar este assunto com seriedade temos que admitir que o problema não está nos telemóveis mas sim na forma como são utilizados. A solução deste problema não passa pela proibição mas pela utilização responsável. Em vez de olharmos apenas para os aspectos negativos, que não podem ser negligenciados, podemos tentar aproveitar o potencial de uma verdadeira máquina de aprender que alunos e professores podem explorar de forma proveitosa.
O telemóvel deixou de ser apenas um meio de comunicação e um objeto de lazer, tendo-se transformado no principal meio de socialização entre crianças e adolescentes. Quando chegam à escola, os alunos já trazem hábitos enraizados, encontrando-se amplamente expostos ao uso dos telemóveis no seu entorno social e familiar. É impossível negar esta evidência e muito difícil contrariar esta tendência.
A proibição total do telemóvel implica o corte de comunicação com toda a rede de socialização das novas gerações. Não se pode eliminar esta experiência.
Em vez de proibir o uso dos telemóveis é preferível ensinar professores e alunos a utilizá-los de forma útil e positiva. Uma atitude meramente proibitiva é contraproducente numa época em que a utilização da tecnologia ainda é insuficiente nas escolas para fazer face aos desafios atuais do mundo do trabalho.
Numa era em que o conhecimento e o domínio tecnológico são essenciais, o papel da escola não deve ser proibir a tecnologia, mas antes liderar a transição digital e ajudar a desenvolver nos alunos as diferentes competências necessárias para o futuro: comunicação, criatividade, colaboração, resolução de problemas e pensamento crítico. A capacitação digital dos aprendentes é fundamental e a tecnologia pode ser integrada no sistema educativo com vantagem, com equilíbrio e com propósito.
Está a ser feito um grande esforço por parte de muitos professores para integrarem diversas tecnologias digitais na sua prática letiva, criando novos ambientes de aprendizagem sem nunca deixarem de ser críticos em relação ao custo/benefício e sem fazer delas o centro do processo de ensino e aprendizagem. Depois deste caminho, não podem agora voltar ao tempo da ardósia.
O objetivo global do Projeto Novigado consiste em apoiar as escolas e os seus intervenientes na transição de uma sala de aula tradicional e centrada no professor, para práticas letivas que promovam a aprendizagem ativa através de ambientes de aprendizagem inovadores e de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) relevantes. A meta do Projeto Novigado baseia-se em estimular o desenvolvimento de competências-chave (European Commission, 2018) e de competências transversais (UNESCO, 2013) entre os alunos, consideradas essenciais para o bem-estar da sociedade e para o seu funcionamento num ambiente tão afetado pela pandemia e no mundo pós-COVID-19.
No âmbito do projeto, foram elaboradas diretrizes com base em pesquisa documental e revisão da literatura sobre ambientes de aprendizagem flexíveis e inovadores, e sobre as práticas dos professores e dos alunos em sala de aula, que apoiam tanto a aprendizagem ativa como o ensino inovador. Na qualidade de uma das Organizações Parceiras que gerem o Projeto Novigado, acreditamos que os espaços de aprendizagem podem desempenhar um papel fundamental no incentivo não só da aprendizagem ativa dos alunos, mas também de formas inovadoras de pedagogia na sala de aula e/ou nos espaços da escola.
Esta publicação irá, por conseguinte, incidir sobre ambos os aspetos, nomeadamente os antecedentes teóricos do que, de acordo com os resultados da investigação científica, deveria ser hoje um ambiente escolar moderno e favorável à aprendizagem, e acerca da abordagem prática nas salas de aula – especificamente na forma de organização e utilização do espaço da escola para alcançar os melhores resultados no processo de ensino e de aprendizagem.
Algumas décadas depois, a Taxonomia de Bloom continua a ser uma ferramenta fundamental para traçar objetivos de aprendizagem. Esta taxonomia foi revista e adaptada para a era digital. A escola deve ajudar a desenvolver nos alunos diferentes competências necessárias para ter sucesso no futuro: comunicação, criatividade, colaboração, resolução de problemas e pensamento crítico. Para tal, é fundamental a integração de tecnologias digitais, no sentido de facilitar os processos de ensino e aprendizagem. É decorrente desta necessidade que surge a “Taxonomia Digital de Bloom”. Apresentamos algumas ferramentas digitais que podem ajudar no desenvolvimento cognitivo dos alunos em cada etapa do processo educativo. A tecnologia é apenas a ferramenta mediadora do processo de aprendizagem, o mais importante são os objetivos educacionais.
Os alunos têm a oportunidade de fazer escolhas: selecionar tópicos para pesquisa, decidir como apresentar o seu trabalho e escolher atividades de aprendizagem.
2. Aprendizagem colaborativa
Os alunos trabalham em grupos ou pares para compartilhar ideias, resolver problemas e aprender uns com os outros, desenvolvendo um sentido de comunidade.
3. Aprendizagem baseada na investigação
Os alunos são incentivados a fazer perguntas, fazer pesquisas e explorar temas do seu interesse desenvolvendo experiências de aprendizagem prática e experimental.
4. Instrução diferenciada
Os alunos não são todos iguais. Para uma aprendizagem verdadeiramente centrada no aluno, o professor deve oferecer diversas experiências de aprendizagem com opções para os alunos, adaptando a experiência às suas necessidades individuais.
5. Feedback personalizado
O professor deve fornecer feedback regular aos alunos acerca do seu progresso, oferecendo orientação e suporte para ajudar o aluno a atingir as suas metas e objetivos.
6. Discussões lideradas pelos alunos
Os alunos assumem um papel ativo nas discussões da aula, liderando a discussão com os colegas. O professor apela à participação dos alunos.
7. Professor como facilitador
O professor assume o papel de facilitador, orientando e apoiando os alunos nas aprendizagens, em vez de ser a única fonte de informação.
O relatório SELFIE é o resultado de um exercício de reflexão coletiva, uma fonte com mais de 50 indicadores que refletem a maturidade digital da escola. Mas interpretar este “retrato” para obter uma visão mais clara das necessidades e prioridades da escola, em matéria de educação digital, e depois utilizar essa compreensão para planear ações concretas, não é tarefa simples.
Finalidades do SELFIE PTK:
Ajudar a interpretar os resultados que obtém do seu relatório SELFIE;
Trabalhar as áreas prioritárias de educação digital;
Fornecer modelos e orientações para a produção de um Plano de Ação (PADDE) que se concentre nessas áreas;
Orientar o desenvolvimento do PADDE, avaliar o processo e o resultado.
Estes processos devem ajudar a sua escola a utilizar melhor as tecnologias digitais para o ensino e aprendizagem e, em última análise, contribuir para o desenvolvimento de competências digitais em toda a comunidade escolar.
O SELFIE PTK foi concebido para os Agrupamentos de Escolas (AE) ou Escolas não agrupadas (Ena), que utilizaram ou gostariam de utilizar a ferramenta SELFIE, para refletirem sobre o seu desenvolvimento digital e obterem benefícios práticos para a educação digital a partir desse processo, elaborando e implementando um PADDE. Em última análise, todos os membros da comunidade escolar serão convidados a contribuir para a implementação do PADDE. No entanto, a elaboração do plano em si, a participação dos membros da liderança da escola e do pessoal docente (partilhando objetivos e assegurando o seu empenho nas atividades propostas), e depois a supervisão e revisão da forma como essas ações são postas em prática (e com que resultados) é a principal responsabilidade de uma pequena equipa, a Equipa de Desenvolvimento Digital (EDD).
O SELFIE PTK está disponível em duas formas diferentes: um sistema online e um conjunto de documentos que pode descarregar para trabalhar localmente. Estas duas opções significam que cada escola pode utilizar a ferramenta da forma que melhor se adequa aos seus propósitos e circunstâncias. Este kit de ferramentas está organizado num sistema flexível de forma a oferecer apoio, orientações e recursos que ajudam a organização escolar a fazer um bom uso dos resultados que obtém no processo de autorreflexão SELFIE.
Para ter uma noção mais clara do kit e de como o pode utilizar, vale a pena ver como a ferramenta em si está estruturada. O SELFIE PTK é composto por três níveis:
um processo central de três fases;
sete etapas-chave;
orientações e recursos que apoiam todo o processo.
O diagrama em cima ilustra esquematicamente a estrutura SELFIE PTK e os seus vários componentes, mas não se destina a sugerir uma estrutura rígida fixa. Em vez disso, a ferramenta compreende um conjunto flexível de componentes que a sua escola pode explorar, adaptar e utilizar como considerar adequado no esforço de desenvolver, implementar e avaliar o seu próprio PADDE.
Pode encontrar mais informações sobre o SELFIE PTK no site oficial https://selfieptk.eu
Com o objetivo de simplificar metodologias, processos administrativos, expedientes e eliminação de redundâncias, no âmbito do Simplex, o Ministério da Educação avança já no próximo ano letivo com um primeiro conjunto de medidas de desburocratização interna das escolas, uma decisão que corresponde a um compromisso assumido com as escolas e os professores, inscrito no Programa de Governo.
Este primeiro passo, que consiste em duas dezenas de iniciativas teve por base as sugestões apresentadas por várias direções dos estabelecimentos de educação e ensino de todo o país e por listas entregues por algumas organizações sindicais, construindo-se, em primeira instância, a partir da experiência das próprias escolas.
É cada vez maior o número de publicações e sites hospedados anonimamente que promovem a distribuição deliberada de desinformação ou boatos, com a intenção de criar opinião púbica para obter ganhos financeiros ou políticos. Estas publicações submetem-se ao interesse de particulares publicando notícias falsas, criadas deliberadamente como propaganda para manipular as massas.
Conhecidas como fake news, as histórias fabricadas a partir do nada e com conteúdo intencionalmente falso são servidas ao público com manchetes atraentes para aumentar o número de leitores e para obter cliques e likes nas redes sociais. O seu caráter sensacionalista faz com que sejam propagadas a grande velocidade e consumidas por milhões de pessoas, provocando uma enorme influência na cultura popular.
O termo fake news teve origem nos meios de comunicação tradicionais, referindo-se ao fenómeno das notícias fabricadas. Recentemente, no contexto das eleições realizadas em França e nos EUA, ganhou uma dimensão preocupante nas redes sociais, causando uma forte polarização política com influência na popularidade dos candidatos e nas intenções de voto. Diversas notícias forjadas na redação de jornais, mais ou menos reputados, em sites de crédito duvidoso e em diversas redes sociais, lançaram notícias e boatos sem fundamento real acerca dos candidatos. Estas notícias foram divulgadas massivamente e apresentadas como sendo verídicas, criando uma nova realidade social e política a que alguém chamou de ”pós-verdade”.
A única arma eficaz para combater o fenómeno é promover um jornalismo de qualidade, através da criação de mecanismos que facultem informação fidedigna aos jornalistas e introduzam um sistema de credibilidade que garanta conteúdos e notícias de qualidade, reconhecidos em todas as plataformas.